Da herança familiar ao mercado nacional: o novo ciclo da indústria de embutidos catarinense

  • 07/05/2026
(Foto: Reprodução)
O paladar do brasileiro está passando por uma transformação saborosa. Se antes a praticidade era o único critério na hora de fazer compras no supermercado, hoje o consumidor busca origem, processos menos industriais e, especialmente, identidade. Em Santa Catarina, estado referência na produção de proteína animal, essa tendência encontra raízes profundas na história das famílias que transformaram receitas artesanais em negócios de impacto nacional. No centro desse movimento está a charcutaria - método que envolve o preparo de carnes defumadas, curadas e embutidas com o uso de conservantes naturais como sal e açúcar - vive uma ascensão no agronegócio. Para além da técnica de conservação, o setor tornou-se um pilar econômico. Segundo dados do Sebrae, o Brasil registrou em 2024 mais de 7,5 mil pequenos negócios dedicados à produção de itens como salames, copas e linguiças curadas. Santa Catarina, com seu histórico de colonização europeia e forte vocação para o agronegócio, conta com mais de 429 empreendimentos formalizados. Nesse momento de valorização do que é autêntico, a trajetória da Ferreira é um exemplo de como é possível escalar um negócio sem abrir mão da essência. Fundada há 40 anos pelo Sr. João Sérgio Ferreira, a empresa vive uma fase de renovação e expansão geográfica, levando o jeito catarinense de fazer embutidos para novas fronteiras. Com a nova geração da família assumindo papéis de liderança, a Ferreira passa por uma modernização de gestão Divulgação Paciência: o diferencial da defumação natural O que diferencia um produto natural de um ultraprocessado de grande escala? A resposta está no tempo. Na indústria Ferreira, o processo de defumação é conduzido de forma natural, respeitando o tempo de maturação da carne. Ao contrário de métodos que utilizam fumaça líquida para acelerar o sabor, a técnica tradicional utiliza a queima de madeiras selecionadas, possibilitando uma textura e um aroma impossíveis de serem replicados artificialmente. Outro fator que atrai a atenção do consumidor consciente é a composição dos alimentos. A busca por produtos com menos aditivos químicos e ausentes da injeção de água - prática comum para aumentar o peso da carne em produções massivas - coloca os produtos artesanais em um patamar de qualidade superior. A dedicação à pureza do produto reflete nos números de consumo. De acordo com a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), em 2024, o consumo per capita de carne suína no Brasil atingiu 18,6 kg, impulsionado por produtos com identidade regional. Isso significa que, além de comer mais carne, o brasileiro está comendo melhor e optando por cortes que tragam uma experiência satisfatória: do bacon defumado às linguiças frescais que preservam o frescor da matéria-prima selecionada. Do primeiro selo estadual à conquista do território brasileiro A história de Ferreira é marcada pelo pioneirismo regulatório. A empresa foi a primeira indústria de embutidos de Santa Catarina a obter o Serviço de Inspeção Estadual (SIE) em 1994 - um selo que atestou a segurança sanitária da produção familiar em seus primeiros anos. Mas, para uma marca que nasceu com o desejo de levar o sabor catarinense para além das divisas estaduais, foi necessário mais. Recentemente, a conquista do SISBI (Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal) abriu as portas para a comercialização dos produtos em todo o território nacional. O certificado equivale ao selo federal e garante que o produto cumpre rigorosos padrões de qualidade, possibilitando que os embutidos produzidos em Santa Catarina cheguem às mesas do Centro-Oeste e Sudeste do país. Gestão familiar e visão de futuro Celebrar quatro décadas de mercado é um feito raro, especialmente no ramo alimentício. Para a empresa catarinense, o ano de 2026 não é apenas uma data comemorativa, mas o início de um novo ciclo estratégico. Com a nova geração da família assumindo papéis de liderança, a Ferreira passa por uma modernização de gestão que visa profissionalizar ainda mais a operação, sem perder o toque humano que o Sr. João Sérgio imprimiu na fundação. O objetivo agora é a expansão estruturada dos produtos, com o desafio de crescer mantendo o padrão que consolidou a marca: processos lentos, ingredientes naturais e alto padrão de segurança de alimentos. É o que a marca resume em seu slogan comemorativo aos 40 anos: Amor que você sente no sabor. Para o consumidor, esse movimento representa a oportunidade de ter acesso a produtos que carregam uma história familiar conectada à tradição e com visão de futuro, que fortalecem a identidade regional e a economia local de Santa Catarina e elevam o nível de exigência do mercado brasileiro. A tendência para os próximos anos é que a indústria tradicional continue ocupando o espaço no coração (e no carrinho de compras) de quem não abre mão do sabor real. O estado de Santa Catarina, berço desse cuidado produtivo, segue exportando não apenas alimentos, mas uma cultura de valorização da terra e do trabalho artesanal bem feito, com empresas como a Ferreira. Para saber mais sobre a tradição da charcutaria catarinense e conhecer a linha completa de produtos que unem história e sabor, acesse o portal da Ferreira e leve esse sabor para sua mesa.

FONTE: https://g1.globo.com/sc/santa-catarina/especial-publicitario/ferreira-derivados-de-carne/noticia/2026/05/07/da-heranca-familiar-ao-mercado-nacional-o-novo-ciclo-da-industria-de-embutidos-catarinense.ghtml


#Compartilhe

Aplicativos


Locutor no Ar

Peça Sua Música

Anunciantes