'Coração ficou pequeno': venezuelana em SC busca notícias de família e amigos após terremoto
25/06/2026
(Foto: Reprodução) Venezuelanos comemoram resgates após terremoto
A venezuelana Aurymat Chinchilla amanheceu nesta quinta-feira (25) em busca de notícias sobre familiares, amigos e estragos causados por dois terremotos que atingiram o país onde nasceu.
Morando há 4 anos em Florianópolis, ela conseguiu falar com a maior parte da família, que está em segurança, mas ainda aguarda notícias sobre o paradeiro de um amigo de infância que trabalha na Marinha.
➡️ Os venezuelanos representam a maior comunidade de imigrantes de Santa Catarina, segundo o governo estadual. Mais de 70 mil pessoas vindas do país vivem em cidades catarinenses, com maior concentração no Oeste, em municípios como Chapecó, além de Florianópolis, no litoral, e em Joinville, no Norte.
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Venezuela busca vítimas soterradas de terremoto que já matou 164
Segundo as autoridades internacionais, os tremores já mataram mais de 160 pessoas e deixaram 950 feridas. Prédios e casas desabaram na capital Caracas e arredores, região onde Aurymat costumava visitar quando morava no país.
"Quando vi as notícias ontem, eu fiquei com o coração bem pequeno. Imagina, são edifícios que têm, sei lá, tanto tempo ali. Eu ia passear em Caracas, visitar meus familiares, fazer compras", relembra.
O amigo com quem Aurymat tenta contato é de Puerto Cabello, a cerca de 215 quilômetros de Caracas, região mais afetada. A venezuelana não sabe se ele estava em alto-mar ou em outra região quando os terremotos atingiram o país.
"Eu não sei se ele estava no porto, se estava de turno, se estava de férias", afirma. "As pessoas que estão mais perto do local afetado a gente não conseguiu [contato] porque tem falhas na comunicação lá", disse.
O governo catarinense informou que se colocou à disposição da federação para auxiliar nas buscas e resgates às vítimas. Procurado, o Itamaraty disse que, até o momento, não há notícias de brasileiros entre os feridos e mortos.
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Frederico Parra / AFP
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